Um guia fácil para quem tem essa dúvida
por Gregory Martins
Lá no início do TrendCoffee uma das primeiras coisas que procurei foram referências de como se pronunciava corretamente o nome das grandes marcas de moda do mundo por sempre ter essa dúvida.
Não adianta! Somos brasileiros, nativos em um língua utilizada em poucos países e todos os dias forçados em direção à línguas mais globalizadas com status de primeiro mundo, como o inglês e o francês. Pessoalmente não acredito que seja necessário ter a pronúncia perfeita, seja nos nomes das grifes ou na vida cotidiana. Acredito que nos preocupemos demais em agradar o estrangeiro em nosso país e eles se preocupam de menos com a gente no deles. Mas, para os curiosos, uma olhada nos vídeos rápidos abaixo pode ajudar para tirar suas dúvidas:
No início do mês o Bomoda, um site de moda e estilo chinês, foi às ruas de Nova Iorque perguntar para as pessoas se elas sabiam pronunciar corretamente. O resultado? A gente percebe que não são só os latinos que não são obrigados a saber isso:
A sequência abaixo é para não restar dúvidas. São 5 vídeos do canal Life In Colors 55 que ensina desde as grandes grifes a nomes de perfumes e produtos da MAC.
parte 1
parte 2
parte 3 (Perfumes)
parte 4 (MAC)
Para quem tinha dúvidas… Agora já sabe de tudo.
Porque conforto nunca vai sair de moda
por Dhyogo Oliveira
Uma material que há uns quatro invernos muitos homens sequer cogitavam a hipótese de usar. O tricô, por muito tempo, deu lugar a inúmeros outros materiais, mais modernos e com uma ligação muito mais direta com o ‘hoje’, ficando em segundo plano e associado à roupa de vovô por bastante tempo. Mas ele de fato voltou e promete conquistar um lugar fixo no seu guarda-roupa (se já não o conquistou).

O tricô, na verdade, é uma técnica de entrelaçamento de fios, originalmente de lã, mas hoje encontrado em diversos outros materiais como algodão e poliéster, por exemplo. Esses novos recursos se adequam ao mercado atual (a lã é um material mais caro e o poliéster faz o preço cair absurdamente). O toque, no entanto, não necessariamente é pior: há hoje diversas técnicas de acabamento como o amaciamento, que deixa o toque mais soft no tecido e a sensação é – quase – a mesma.

O material é associado ao conforto, aconchego, casa, abraço… Ele complementa a linha de tecidos ‘handmade’ muito em alta hoje em dia. Alguns é possível até ver bem a trama a olho nu, como é o caso da nova coleção da Osklen, que apresentou um tricô com cara de feito manualmente, no último SPFW. E,sim, a promessa é que os tricôs ultrapassem os termômetros e ganhem seu espaço no verão também. Existem tricôs mais leves, até mais que uma camisa de algodão.

As peças que nele se adaptam vão longe, do sweater ao cardigã, coletes, casacos mais pesados e, para o verão, camisas de manga e modelagens mais soltas, usadas por cima de outra peça. Os tricôs trabalhados são a aposta da vez. No lugar de superfícies lisas, eles ganham desenhos e texturas construídas a partir do próprio entrelaçamento, e as cores também estarão presentes: vermelhos, verdes e azuis, por exemplo.
+ Tendência de Inverno: Tricô de ponto largo
+ Tendência de Inverno: Sweater longo
Já vi em muitas lojas de departamento tricôs estampados com motivos étnicos e que são boas opções, mas merecem uma atenção, uma vez que carregam uma tendência que provavelmente não vá durar muito tempo. Já o tricô, esse sim ganhou de vez o seu espaço. É só escolher o seu e bom inverno!
Influência geek na decoração com objetivos e os seus personagens favoritos
por Henrque Uhlmann
Se você tem em seu guarda-roupa uma camiseta do Super-Homem, em sua mesa de trabalho um boneco do Capitão América, uma caneca de cogumelo do Super Mario, conhece de cabo a rabo os jogos de Super NES, tem a coleção de DVDs de toda saga Star Wars, é obcecado por tecnologia, computadores, redes sociais, filmes e séries de ficção científica e fantasia, quadrinhos ou games, então você pode se considerar um geek (ou seria nerd?). Diferente da definição de 1976, onde o termo era sinônimo de “fool”, hoje ele está relacionado com adjetivos como: inteligente, moderno, criativo, gente que entende e ama o que faz e fazem acontecer. Muitas pessoas insistem em pregar uma diferença entre nerd e geek, mas a verdade é que ambos estão num só pacote, são apenas rótulos e nós não somos apegados a isto.
Na decoração, o estilo geek é incrível e você, sendo um ou não, pode trazer um pouco deste universo para dentro do seu ambiente. É um estilo peculiar, inusitado, excêntrico e descontraído, com características de um espaço urbano, contemporâneo, masculino e industrial. Geralmente, remete ao passado e à infância, trazendo aquele ar gostoso de nostalgia. Vai bem com paredes coloridas, como azul petróleo, amarelo, verde escuro, berinjela, cimento queimado, paredes brancas ou escuras. Por ter essa pegada descontraída, em um ambiente clássico, rústico, romântico ou luxuoso, o estilo pode não ficar com um resultado bacana. Definitivamente, é para aqueles de personalidade e que gostam de ressaltar os seus gostos.
Agora transforme o mundo das HQs, super-heróis, tecnologia e referências, em decoração e mobiliário. Bonecos, toy-arts, pôsteres e almofadas são uma forma prática e fácil para isso. Eu gosto de manter uma organização quando vou compor um ambiente, por exemplo: junte sua coleção de super-heróis em um nicho suspenso numa parede ou prateleira. Quando os objetos possuem características semelhantes, eles pedem para ficares próximos.
Junte gravuras e pôsteres pequenos e forme uma composição em linha horizontal ou de uma maneira mais assimétrica. Quando for em uma proporção maior, trabalhe com um ou dois, mas depende do tamanho da parede e dos pôsteres. Se as imagens forem em preto e branco, opte por molduras coloridas, se forem imagens coloridas, opte por molduras em preto ou branco. A ideia é criar um equilíbrio visual, por isso não há uma regra, certo ou errado, há apenas o adequado ou inadequado e tudo vai muito da preferência de cada um.
Tenha cuidado para não transformar o seu espaço em um carnaval e com excesso de informação. Só porque você é fã de Zelda, Star Trek, Tetris e The Walking Dead, você não precisa juntar tudo isso na mesma composição. Procure manter a mesma linguagem. Se forem bonecos, não vejo problema em juntar o Yoda com o Mario, ou como na minha mesa, o Pikachu, um zombie e o Frankenstein, mas se for passar para uma proporção maior, um ambiente mais temático, um papel de parede com motivos de Star Wars não vai conversar com almofadas de cogumelos ou pôsteres de zombies.
Encontrei sites muito legais para você começar a decorar! Como o Mundo Geek, Canto Geek e Casa Geek com muitos objetos bacanas e incríveis, que particularmente eu tive vontade de encher o carrinho. Infelizmente são poucas empresas que trabalham com o mobiliário com essa temática, mas com um pouco de criatividade, você pode improvisar.
Bazinga!
E viveram felizes para sempre… ou não
por Kelson Santos
O American Way of Life já está apresentando seus efeitos colaterais. A felicidade das pessoas tornou-se uma meta e não mais um meio de vida. Adquirir, comprar, consumir e ter até que finalmente se atinja um grau de conquistas que seja a sonhada felicidade.

Hoje sinto as pessoas seguindo o que Josh Homme canta em “Go with the flow”. Crescemos, estudamos, nos formamos, trabalhamos, compramos um carro, uma casa, casamos, temos filhos, netos, aposentadoria. Um molde que seguimos e nos esforçamos para realizar. É pensar dentro da caixinha, e cada um que não segue isso é dado como o comunista-burguês.
Mas o que isso tem a ver com relacionamentos? Tudo. Imagine encontrar-se em um relacionamento seguro, normal. Você nem gosta tanto da pessoa, ou sente que a pessoa não gosta tanto de você, mas se dão bem juntos, conquistam coisas juntos. É um relacionamento medíocre - no sentido de ser pertencente à faixa do senso comum, não no sentido pejorativo do termo. A inércia, a pressão familiar (lembra da tia perguntando quando vocês vão casar?) e a facilidade de construir seu futuro junto dessa pessoa fazem com que deem o próximo passo.

Moram juntos, tornam-se comprometidos e alguns até casam. Acontece que agora sua felicidade, por mais medíocre que seja, está apoiada num relacionamento que aconteceu por causa dos moldes, por causa do que foi pré-estabelecido por outros e não por vocês. Duas pessoas num relacionamento que não as pertence completamente.
O resultado disso é você acabar, depois de alguns meses, odiando aquela pessoa que está do seu lado, já que ela está ali pelas coisas que vocês têm juntos e não sinceramente pelo motivo de se amarem. É você não encontrar mais humor ou felicidade dentro de si para sequer responder um “bom dia”. É você não sentir mais apelo sexual ou carinho por alguém que prometeu viver feliz até o dia de sua morte. Em alguns casos felizes isso termina em divórcio, outros em traição.

Sim, acredito que o caso mais feliz seja o divórcio. Antes o divórcio à violência doméstica ou ao abuso, antes o divórcio às pessoas viverem uma vida infeliz pensando sobre o que os outros infelizes dirão dela. Os moldes serviram há muito tempo atrás, quando a velocidade da vida era outra e as pessoas também. E o que fazer quando sua crônica de amor feliz não é feliz? Como se reestruturar depois de um fato tão triste?
Simplesmente saia dos moldes que você mesmo, assim como várias pessoas, se colocou. Uma história de amor não significa a única história de amor. O necessário - e até divertido - é se reinventar e fazer tudo aquilo que precisa para se sentir bem e finalmente feliz. Até que você reencontre alguém e saiba ter um relacionamento construído por vocês, o final feliz que na verdade é uma ligação no meio do dia pra saber como você está e se melhorou da gripe, são aqueles pequenos atos que revelam amor e não a assinatura de um documento lavrado no cartório.

O final feliz não é um final, mas é a dedicação diária, saber que existem várias formas de se conquistar a mesma pessoa e saber que todos os dias são oportunidades de realizar o incrível ato de amar alguém, cada milímetro, defeito e qualidade. O importante mesmo é amar por gostar, por querer e por sentir-se especial junto a quem realmente vai tirar sua vida dos moldes e te jogar lá no alto.
Um look confortável e bacana com dicas importantes para o outono
por Gregory Martins
Curitiba tem tido dias de céu azul e bastante sol, mas ainda assim um pouco gelados. O outono por aqui é um das melhores épocas para aproveitar grandes áreas abertas, como os parques e as praças que sempre estão cheios. Dessa vez escolhi repetir algumas das peças que já apareceram por aqui, mas agora em uma combinação diferente e com alguns detalhes a mais.

Escolhi um blazer que é meu velho companheiro e combinei com uma bermuda (que já foi uma calça de alfaiataria e só cortei as pernas sem muito cuidado). A padronagem risca de giz da bermuda não tem nada a ver com o blazer preto, mas não era a intenção combinar como um ‘conjuntinho’, até porque as texturas também diferem bastante. A ideia era montar um look prático para ir no parque e no museu sem muita frescura.




Está rolando por aqui a exposição do Escher no Museu Oscar Niemeyer onde as fotos foram tiradas. O artista holandês ficou conhecido por seus padrões geométricos e ilusões de óptica traduzidos em obras sensacionais e famosas em todo o mundo como Relativity de 1953. Quem estiver em Curitiba nos próximos dias não pode perder!



Pode parecer estranha a escolha de um look quase todo preto, mas eu explico. Nesse dia o vento era constante e bem gelado mesmo com o sol quente. Então, para não ficar com frio, escolhi peças que poderiam absorver o calor me mantendo aquecido e confortável. Outra dica legal é dobrar as mangas do blazer durante o dia. Com os braços mais expostos (aproveitando a vitamina D num dia de sol) o look fica mais casual. Se esfriar é só desfazer as dobras e a combinação continua bacana.


Foi pensando em conferir a exposição e aproveitar o dia de sol que escolhi uma desert boot cinza bem confortável e terminei o look com um crucifixo e um anel de caveira (ornando com ‘Olho com caveira’, uma das obras do Escher).

Blazer Riachuelo / Camiseta Hering / Bermuda (ex calça) e desert boot Renner / Óculos de sol Vulk / Corrente com crucifixo e anel de caveira Mocca
Neste dia das mães, relembre algumas das mais terríveis e negligentes mães do cinema
por Raphael Moroz
Mãe é sinônimo de amor, carinho e apoio, certo? No cinema, nem sempre. Para sair do senso comum, o Trend Coffee resolveu relembrar 5 das mais terríveis e negligentes mães já vistas nas telonas. Tá curioso pra saber quem são essas geniosas genitoras? Então confira a lista!
Piper Laurie em “Carrie, a estranha”, de 1976

Se a Carrie (Sissy Spacek) da primeira versão, dirigida por Brian De Palma, já era demasiadamente estranha, sua mãe no filme conseguia superá-la.
Motivada por uma religiosidade desmedida, que pendia mais para o mal do que para o bem, a Margareth de Piper Laurie trancafiava a filha em casa quando bem queria, evitando que ela tivesse uma vida social, e chegou a considerá-la pecadora por ter menstruado pela primeira vez. A casa onde ambas moravam, vale relembrar, era um show de horrores à parte, com imagens de escultura, cruzes e velas por todo canto. O ápice do fanatismo religioso e da loucura de Margareth dá-se quando esta, convencida de que a filha é guiada por forças do mal, tenta matá-la a facadas.
Mo’Nique em “Preciosa”, de 2010

Comportamentos negligentes e abusivos em uma só mãe. Se você está se perguntando se isso é possível, a resposta é “sim”. Além de tratar a filha, Precious (Gabourey Sidibe), à base de empurrões e xingamentos, Mary (Mo’Nique), do filme ‘Preciosa’, a obrigava a cozinhar e a limpar a casa. Além disso, o filme aborda o ciúme doentio que Mary sentia de Precious, já que seu ex-marido violentava repetidas vezes a própria filha, fazendo com que ela engravidasse de uma criança com síndrome de Down.
A atuação da comediante Mo’Nique – o ponto alto do filme – é de arregalar os olhos e cair o queixo. Nunca se viram cenas de abuso físico e psicológico tão gritantes como em ‘Preciosa’.
Julianne Moore em “Pecados inocentes”, de 2008

“Foi um milagre eu ter voltado para casa naquela noite em vez de ficar fora até de manhã, como costumo fazer. E foi um milagre que, quando cheguei, ela ainda estivesse viva. Cuidar da mamãe era a sua função. E quando você foi embora, Brooks, cuidar da mamãe se tornou minha herança”.
Esse desabafo, expresso em uma carta do jovem Antony (Eddie Redmayne) para o pai, revela um pouco da essência da relação doentia entre aquele e sua mãe. Muito parecidos física e psicologicamente, Antony e Barbara (Julianne Moore) mais parecem marido e mulher do que filho e mãe em ‘Pecados inocentes’. Entre negligência e extrema indiferença com o estado psicológico de Antony, Barbara não se importa em seduzir o namorado do filho e usá-lo em seus jogos mesquinhos e nos planos contra o ex-marido. Baseado em fatos reais, prepare-se para um final surpreendente. Para quem gosta de psicanálise, ‘Pecados Inocentes’ é um prato cheio!
Barbara Hershey em “Cisne negro”, de 2011

Disciplina e perfeição extremas. Essas são as imposições de Erica (Barbara Hershey) para a filha, Nina (Natalie Portman), uma bailarina doce e ambiciosa, em ‘Cisne negro’.
As cobranças da mãe, que também fez carreira na dança, eram tantas que Nina acabou incorporando-as como regras internas. No filme, destacam-se as cenas em que, depois de tanto ser “podada” e vigiada pela mãe, Nina começa a revelar o seu lado sombrio e agressivo.
Meryl Streep em “Kramer vs. Kramer”, de 1979

É impossível falar de mães no cinema e não mencionar Meryl Streep, que já interpretou várias delas. Em “Kramer vs Kramer”, sua personagem, Joanna, abandona o marido e o filho pequeno para descobrir sua função no mundo e tornar-se um ser humano completo, como ela mesmo alega.
Sobrecarregado com o trabalho e com os cuidados em relação ao filho, Ted (Dustin Hoffman) é obrigado a desempenhar as funções materna e paterna. Depois de quase um ano e meio afastada, Joanna volta com o objetivo de obter a guarda do filho. O filme levantou vários questionamentos importantes na época: teria Joanna esse direito, sendo que ela abandonou o filho? Estava ela certa ao priorizar, em sua vida, a completude existencial? Com quem o garoto merecia ficar? Trata-se de obra indispensável quando se fala em mães e pais, que vale a pena ser vista, revista e pensada.
É super fácil tomar para si a dor de um personagem, mas quando o sofrimento vem daquela que devia protegê-lo de todo mundo, tudo fica mais intenso. O Trend Coffee citou apenas cinco das personagens mais complexas (e odiadas!) da história do cinema, mas há, sem a menor dúvida, milhares de outras mães tão assustadoras quanto essas na sétima arte. Se você ainda não conhece alguma das histórias mencionadas acima, não perca tempo! Clique nos links abaixo e assista em casa!
Carrie – A Estranha l Preciosa l Cisne Negro
Kramer VS Kramer l Pecados Inocentes