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Melhores figurinos do cinema

Meninos vs Homens

Para matar tempo ou aproveitar o feriado
por Julianne Gouveia
Natal. Época de presentes, pisca-pisca, rabanada… E a terrível programação especial da TV e dos cinemas. Convenhamos: o mais chato do Natal – depois dos shoppings lotados – são os filmes temáticos, sempre carregados de hipocrisia e chatice “para a família”. Mas nem tudo são ceias felizes e altas confusões na telinha – há muito que preste de filmes que retratam a época mais aguardada do ano e que fogem ao clichê da felicidade capitalista de uma árvore de Natal rica de presentes.
Nós do Trend Coffee desejamos um ótimo Natal e, para comemorar a data, escolhemos seis filmes natalinos que importam. Então, esqueça o Papai Noel, se jogue na frente do DVD… E boas festas!
Feliz Natal

O filme que marca a estreia na direção do ator Selton Mello é o oposto das balelas felizes que recheiam a programação do canal do plim-plim ou dos cinemões no fim do ano. Bebendo na fonte do mestre John Cassavettes, Selton cria um Natal amargo, carregado de drama familiar e existencial que tem como pano de fundo o piscar das luzinhas coloridas. O realismo azedo – como é mesmo a vida – é o cerne da história: depois de anos sem visitar a família, um homem reaparece em casa no Natal e precisa lidar com todo o peso daquelas pessoas que deixou para trás. Destaque para Darlene Glória, que reaparece na tela tão marcante como as matriarcas tortas de Gena Rowlands.
O Dia da Besta

O clássico cult espanhol de Alex de la Iglesia envereda pro lado irônico e tosco para pegar carona no Natal enquanto item central do imaginário católico. Depois de 25 anos de pesquisas, um padre basco descobre em antigas escrituras que o anticristo nascerá em Madri no dia 25 de dezembro. Para tentar impedir o início do Apocalipse e atrair o demônio, ele se joga na vida mundana da cidade ao lado de um metaleiro e um apresentador de programas esotéricos. Com um humor inteligente e sacadas irônicas, “O Dia da Besta” pode ser, literalmente, uma alternativa interessante para o clichê de sempre.
O Estranho Mundo de Jack

Nem a doçura natalina escapa ao gosto pelo estranho do diretor norte-americano Tim Burton. No longa-metragem em stop-motion idealizado por ele e dirigido pelo especialista em animação Henry Selick, o tal “espírito natalino” tão alardeado nos chatíssimos filmes para a família é colocado em cheque pelo entediado Jack. Rei da Cidade do Halloween, ele descobre um portal para a Cidade do Natal e, encantado com o que vê, resolve chacoalhar o marasmo promovendo um Natal à sua moda – nem que para isso ele precise sequestrar o Papai Noel e distribuir presentes macabros.
Como Grinch Roubou o Natal

Esqueça Jim Carrey. Produzido em 1966, o curta animado de Chuck Jones – o pai do Pernalonga – recria a clássica história escrita por Dr. Seuss com uma cara bem própria, muito mais próxima do original. O Grinch, criatura verde de coração pequeno e que odeia o Natal, resolve estragar a data se disfarçando de Papai Noel para roubar, um a um, os símbolos natalinos. Provavelmente, você deve ter assistido a este filme nos mais longínquos tempos de infância em uma manhã qualquer de dezembro no SBT, canal que desde sempre nos brinda com a possibilidade de assistir clássicos bem diferentes da megalomania hiperativa dos cartoons de hoje.
Felicidade Não Se Compra

Quem disse que filme família precisa ser ruim? Há 65 anos, Frank Capra realizou essa pérola para questionar os valores humanos que, pouco tempo antes, haviam sido deixados para trás por uma guerra estúpida – que evento do tipo é diferente? – que quase destruiu o Ocidente. Perto do Natal, o perfeito chefe de família George Bailey (James Stewart) decide optar pelo suicídio como saída para os problemas financeiros que enfrenta. Mas antes de fazer qualquer bobagem, George encontra seu anjo da guarda, que lhe mostra o real sentido da vida ao lhe conceder a possibilidade de ver como seria o mundo sem ele. Belo e sensível, “Felicidade Não Se Compra” pode parecer bobo por ser a inspiração para uma leva de filmes do gênero – incluindo, muitas porcarias que recheiam a programação da TV no Natal –, mas seu irresistível brilho próprio o torna único e especial.
Jack Frost

Eis a sinopse mais ridícula de todos os tempos para um filme que, provavelmente, ganharia facilmente o título de trash natalino mais trash ever! O serial killer Jack Frost morre em um bizarro acidente, quando o carro que o levava para cumprir sua pena de morte se choca com um caminhão de transporte de material genético. Seu corpo se funde à neve e ao estranho fluido, transformando-o em um boneco de neve (!!!) com sede de sangue. As atuações pobres e cenas de morte patéticas – como uma decapitação por trenó! – de “Jack Frost” são garantia de altas gargalhadas para quem não leva o Natal tão a sério.