Trend Coffee - Moda Masculina
  • Dicas para os homens escolherem bermuda
  • Dicas para homens de cabelo crespo
  • O resultado de um stalkeamento
PINTEREST
FASHION As melhores fotos de moda masculina no Pinterest do TrendCoffee
STREET As melhores fotos de street style masculino no Pinterest do TrendCoffee
BEARD&HAIR As melhores fotos de cabelo masculino e barba no Pinterest do TrendCoffee
RUNWAY As melhores fotos de desfiles masculinos no Pinterest do TrendCoffee
Escolhas do Editor
MAIS RECENTES
COLUNAS
TRENDYMEN O estilo de Simone Righi

Simone Righi

A tal da sprezzatura

NACAFETERIA A Apólice dos relacionamentos

Apólice do relacionamento

Quanto ele está valendo?

NOVOS COMPORTAMENTOS Geração de minorias

Geração de minorias

A rebeldia ganha uma bandeira

HOMESTYLE O DNA do Home Office

O DNA do Home Office

A famosa decoração peculiar


PUBLICIDADE Mocca acessórios masculinos





CURTA E SAIBA DE TUDO ANTES


Siga o TrendCoffee no Twitter TrendCoffee Contato Siga o TrendCoffee no Pinterest

NaCafeteria: Como apaixonei pelo Power Ranger
Será que passamos a vida procurando um herói que nunca existiu?
por Kelson Santos
É difícil dizer se foi paixão ou admiração que criança tem pelo herói, mas passei minha infância acreditando que a Alameda dos Anjos era uma travessa de São Paulo, que heróis em colants coloridos lutavam pelo bem e que dinossauros-robô se fundiam num transformer jurássico.

E um em particular quando aparecia na tela da TV me fazia mais feliz. Acho que o nome dele era Jason. Ele era moreno, alto, forte e com toda uma aparência de herói. Mas eu gostava mais ainda, na verdade, de quando ele morfava, chamava o zord e salvava o dia. Rapaz bonito, tinha um veículo bacana e devia enriquecer na luta contra o mal, já que o QG dos Power Rangers contava com um robô com inteligência artificial e um cara que falava por uma projeção holográfica, enquanto Steve Jobs ainda usava Nokia. Como não gostar? 
Eu percebi algo estranho quando, ao invés de querer ser o Jason, eu queria outra coisa. Naquela idade o biscatismo ainda não tinha viralizado e não tinha ideia do que poderia ser esse desejo sem sobrenome. Mas desde lá eu tinha certeza que o assunto era algo tão particular e envolvia tanto meu íntimo que não valia a pena ser dividido com alguém. E se a Mariazinha da primeira série também fosse apaixonada por ele? Não queria concorrência e não queria retuítar meu amor.

Foto: Lukas Sowada
Fico pensando se não é esse o tipo de coisa que procuramos até hoje: uma pessoa que seja capaz de nos proteger do mal, que tenha um carro estiloso e que more numa mansão tecnológica. Isso até a gente descobrir que, na verdade, quem lutava contra o mal era um asiático treinado em diversas lutas cenográficas, que os robôs eram montagens computadorizadas e que o QG era uma mansão usada apenas para ilustrar a série.
E foi assim que aos 10 anos eu tinha me apaixonado. Nada saudável, eu sei. Hoje prefiro um rapaz mais normal, sabe? Um que ande de ônibus, use jeans e camiseta e more num lugar sem holografias, teletransporte ou robôs. Mas a metáfora não deixa de existir, o que eu queria na infância… ainda quero.

Sem pretensão, quero alguém que me ajude a vencer os conflitos da rotina, que me leve aos lugares com estilo, alguém que no final do dia me faça sentir bem. Rangers não existem, mas pessoas reais e que podem fazer isso por você, sim. Perder seus sonhos pode ser chamado de amadurecer, enquanto que ficar com eles pode te dar um ar de careta, ingênuo e leviano. 
O limite entre amadurecer e perder seus sonhos não pode ser ensinado. É tão individual quanto o momento que eu percebi que o futuro do meu romance platônico era conjunto inexistente, e ao mesmo tempo não deixei de perder o que buscava. Eu fico doido pra saber em quem as pessoas sonhavam na infância! E o que elas buscavam? Será que tem alguém que também sonhava com o Power Ranger vermelho? - Moda Masculina

NaCafeteria: Como apaixonei pelo Power Ranger

Será que passamos a vida procurando um herói que nunca existiu?

por Kelson Santos

É difícil dizer se foi paixão ou admiração que criança tem pelo herói, mas passei minha infância acreditando que a Alameda dos Anjos era uma travessa de São Paulo, que heróis em colants coloridos lutavam pelo bem e que dinossauros-robô se fundiam num transformer jurássico.

Apaixonado pelo Power Ranger vermelho é o herói que poderia ser seu par

E um em particular quando aparecia na tela da TV me fazia mais feliz. Acho que o nome dele era Jason. Ele era moreno, alto, forte e com toda uma aparência de herói. Mas eu gostava mais ainda, na verdade, de quando ele morfava, chamava o zord e salvava o dia. Rapaz bonito, tinha um veículo bacana e devia enriquecer na luta contra o mal, já que o QG dos Power Rangers contava com um robô com inteligência artificial e um cara que falava por uma projeção holográfica, enquanto Steve Jobs ainda usava Nokia. Como não gostar? 

Eu percebi algo estranho quando, ao invés de querer ser o Jason, eu queria outra coisa. Naquela idade o biscatismo ainda não tinha viralizado e não tinha ideia do que poderia ser esse desejo sem sobrenome. Mas desde lá eu tinha certeza que o assunto era algo tão particular e envolvia tanto meu íntimo que não valia a pena ser dividido com alguém. E se a Mariazinha da primeira série também fosse apaixonada por ele? Não queria concorrência e não queria retuítar meu amor.

Os desejos da infância e o amor adulto

Foto: Lukas Sowada

Fico pensando se não é esse o tipo de coisa que procuramos até hoje: uma pessoa que seja capaz de nos proteger do mal, que tenha um carro estiloso e que more numa mansão tecnológica. Isso até a gente descobrir que, na verdade, quem lutava contra o mal era um asiático treinado em diversas lutas cenográficas, que os robôs eram montagens computadorizadas e que o QG era uma mansão usada apenas para ilustrar a série.

E foi assim que aos 10 anos eu tinha me apaixonado. Nada saudável, eu sei. Hoje prefiro um rapaz mais normal, sabe? Um que ande de ônibus, use jeans e camiseta e more num lugar sem holografias, teletransporte ou robôs. Mas a metáfora não deixa de existir, o que eu queria na infância… ainda quero.

O par ideal pode ser um herói ou uma pessoa como você

Sem pretensão, quero alguém que me ajude a vencer os conflitos da rotina, que me leve aos lugares com estilo, alguém que no final do dia me faça sentir bem. Rangers não existem, mas pessoas reais e que podem fazer isso por você, sim. Perder seus sonhos pode ser chamado de amadurecer, enquanto que ficar com eles pode te dar um ar de careta, ingênuo e leviano. 

O limite entre amadurecer e perder seus sonhos não pode ser ensinado. É tão individual quanto o momento que eu percebi que o futuro do meu romance platônico era conjunto inexistente, e ao mesmo tempo não deixei de perder o que buscava. Eu fico doido pra saber em quem as pessoas sonhavam na infância! E o que elas buscavam? Será que tem alguém que também sonhava com o Power Ranger vermelho?




6
blog comments powered by Disqus

13, Agosto, 2012

6 likes

Baixe o app do TrendCoffee de graça

Mande a sua matéria

Conheça a equipe do Trend Coffee
Acessórios masculinos e camisetas exclusivas
Assine a Glossybox !
Peças essenciais no guarda roupa masculino