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Maletta
 A multiplicidade do histórico reduto cultural de BH
por Davidson Leite
Em 1961, o Conjunto Arcângelo Maletta era inaugurado e prometia em seu slogan: “Uma outra cidade dentro de Belo Horizonte”. Promessa é dívida, e o gigante de concreto hoje divide seus 88 mil metros quadrados entre apartamentos, salas comerciais e galerias de lojas dos mais variados tipos. Se tornando assim um dos espaços mais ecléticos, democráticos e alternativos da capital mineira.

Projetado para ser o prédio mais moderno e sofisticado da cidade, o Maletta levou vocação mesmo para a boemia. Ponto de encontro de artistas, jornalistas, músicos, intelectuais e notívagos, o lugar foi refúgio libertário na ditadura e teve seus corredores frequentados por figuras como Milton Nascimento, Gal Costa, e Murilo Rubião. 

Hoje a primeira escada rolante de BH já não funciona mais, mas o volume de pessoas que passam diariamente pela galeria principal ainda é impressionante. Durante o dia, a movimentação é mais recatada e formada pelos clientes dos sebos, livrarias, brechós, barbearias, lan houses, lojas de discos e pequenos armarinhos que vendem desde fantasias até acessórios de aeromodelismo. Livrarias como a Shazam, no segundo andar, e a pioneira Eldorado, que fica logo na entrada, são os locais ideais para quem quer aumentar sua biblioteca particular com livros novos, raros e usados. 

Na parte da noite, a veia boêmia do prédio fala mais alto e os bares são as maiores atrações. Dentre os veteranos que servem cerveja desde os primeiros anos de vida do prédio, os mais famosos são o Lua Nova, o Xoq-Xoq e a Cantina do Lucas. Os dois primeiros costumavam ser os queridinhos dos artistas plásticos e escritores; funcionam até hoje e possuem os preços mais acessíveis do Maletta. Já a Cantina, que era local de concentração comunista e possuiu frequentadores como Jô Soares, hoje é patrimônio histórico de Belo Horizonte e serve os mesmos pratos que servia quando abriu as portas pela primeira vez.

Quem busca cervejas importadas, drinques elaborados, além de um público mais jovem e alternativo, tem que conhecer a varanda no segundo piso do prédio. É lá que ficam o DUB, o Arcângelo e outros espaços moderninhos que se dividem entre bares e pequenas galerias de arte. Um deles é o Restaurante Popular, um espaço criativo que expõe o trabalho de vários artistas, além de oferecer palestras e oficinas.  Nessa mesma varanda ainda destaco a Galeria Quina e a “Satisfeita, Yolanda?”, uma loja bem legal que oferece roupas originais para os meninos e para as meninas.

Quem mora em BH ou está só de passagem pela cidade precisa conhecer o Maletta. Ele fica na esquina da av. Augusto de Lima com a tradicional Rua da Bahia e vale a visita.  - Moda Masculina

Maletta

A multiplicidade do histórico reduto cultural de BH

por Davidson Leite

Em 1961, o Conjunto Arcângelo Maletta era inaugurado e prometia em seu slogan: “Uma outra cidade dentro de Belo Horizonte”. Promessa é dívida, e o gigante de concreto hoje divide seus 88 mil metros quadrados entre apartamentos, salas comerciais e galerias de lojas dos mais variados tipos. Se tornando assim um dos espaços mais ecléticos, democráticos e alternativos da capital mineira.

Projetado para ser o prédio mais moderno e sofisticado da cidade, o Maletta levou vocação mesmo para a boemia. Ponto de encontro de artistas, jornalistas, músicos, intelectuais e notívagos, o lugar foi refúgio libertário na ditadura e teve seus corredores frequentados por figuras como Milton Nascimento, Gal Costa, e Murilo Rubião. 

Edifício Maletta em BH

Hoje a primeira escada rolante de BH já não funciona mais, mas o volume de pessoas que passam diariamente pela galeria principal ainda é impressionante. Durante o dia, a movimentação é mais recatada e formada pelos clientes dos sebos, livrarias, brechós, barbearias, lan houses, lojas de discos e pequenos armarinhos que vendem desde fantasias até acessórios de aeromodelismo. Livrarias como a Shazam, no segundo andar, e a pioneira Eldorado, que fica logo na entrada, são os locais ideais para quem quer aumentar sua biblioteca particular com livros novos, raros e usados. 

Na parte da noite, a veia boêmia do prédio fala mais alto e os bares são as maiores atrações. Dentre os veteranos que servem cerveja desde os primeiros anos de vida do prédio, os mais famosos são o Lua Nova, o Xoq-Xoq e a Cantina do Lucas. Os dois primeiros costumavam ser os queridinhos dos artistas plásticos e escritores; funcionam até hoje e possuem os preços mais acessíveis do Maletta. Já a Cantina, que era local de concentração comunista e possuiu frequentadores como Jô Soares, hoje é patrimônio histórico de Belo Horizonte e serve os mesmos pratos que servia quando abriu as portas pela primeira vez.

Edifício Maletta é reduto boêmio em Belo Horizonte

Quem busca cervejas importadas, drinques elaborados, além de um público mais jovem e alternativo, tem que conhecer a varanda no segundo piso do prédio. É lá que ficam o DUB, o Arcângelo e outros espaços moderninhos que se dividem entre bares e pequenas galerias de arte. Um deles é o Restaurante Popular, um espaço criativo que expõe o trabalho de vários artistas, além de oferecer palestras e oficinas.  Nessa mesma varanda ainda destaco a Galeria Quina e a “Satisfeita, Yolanda?”, uma loja bem legal que oferece roupas originais para os meninos e para as meninas.

Quem mora em BH ou está só de passagem pela cidade precisa conhecer o Maletta. Ele fica na esquina da av. Augusto de Lima com a tradicional Rua da Bahia e vale a visita. 




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Fotos: Divulgação

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19, Março, 2013 l Direitos reservados l 6 likes

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