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Melhores figurinos do cinema

Meninos vs Homens

Aproveita!
por Julianne Gouveia
Num mundo ideal, todo dia poderia ser dia do sexo – opa! Apesar disso, existe um dia para se comemorar ainda mais o prazer, já que 06 de setembro é o Dia do Sexo no Brasil. A data sugestiva ainda não é oficial, mas como tudo que é bom, a gente não pode deixar passar em branco, né? Então, para festejar o 6/9, seguem os filmes mais legais produzidos na última década que tem a sexualidade como tema central. Se você não vai comemorar a ocasião praticando, que tal, ao menos, brincar de voyeur e assistir?
9 Canções

Por muito tempo, “9 Canções” (2004) foi um dos meus filmes preferidos – assistido pela primeira vez numa bizarra sessão do Estação Botafogo (RJ) lotada de velhinhos (!). Mesmo que o longa de Michael Winterbottom seja sobre saudade – sim! –, é impossível não lembrar dele pelo sexo explícito que recheia seus 71 minutos de duração. Matt (Kieran O’Brien) é um climatólogo inglês que, em meio a uma solitária expedição na Antártica, não consegue esquecer sua última namorada, a americana Lisa (Margo Stilley). E as lembranças do bem-dotado protagonista incluem as duas grandes paixões que uniram a dupla por um ano: música e sexo. Trechos integrais de nove apresentações de bandas-chave do indie rock da primeira metade dos anos 2000, como Franz Ferdinand e Black Rebel Motorcycle Club, são intercaladas, sem censura, com muito sexo real que inclui footjob, ejaculação e sadomasoquismo.
Destricted

Arte e erotismo sempre caminharam juntos, mas a ligação entre arte e pornografia é uma coisa bem recente. Por isso, sete artistas contemporâneos se juntaram para explorar o sexo explícito como forma última de criação no primeiro longa da série “Destricted” (2006). E tem de tudo no projeto do mega curador de arte Neville Wakefield – de viagens pelos rituais de fertilidade dos Bálcãs (“Balkan Erotic Epic”, da performer Marina Abramovic) à solidão do self love (“We Fuck Alone”, de Gaspar Noé). Num dos melhores shortfilms do primeiro projeto, o artista visual americano Marco Brambilla cria em “Sync” uma histérica sequência de frames retirados de filmes eróticos que fará você consumir, em menos de dois minutos, mais pornografia do que anos de TubeGalore jamais poderão lhe proporcionar.
E Sua Mãe Também
Outro dos meus filmes preferidos de adolescência – ah, os hormônios em ebulição… –, o mexicano “E Sua Mãe também” (2001) tem a cara da terra da tequila. O longa que transformou o belo Gael García Bernal em um símbolo sexual para dez entre dez mocinhas e rapazes é ardido e dramático, daquele jeito irresistível que só nós, amantes latinos, sabemos fazer. Tenoch (Diego Luna) e Julio (Gael García Bernal) são dois adolescentes que, entediados com a viagem de suas namoradas, seguem pelo interior do México em busca da paradisíaca praia da Boca del Cielo e, por ironia do destino, acabam ganhando a companhia de Luisa, uma mulher casada que decide viver um pouco mais da vida. Com muitas cenas picantes, mas sem um material propriamente explícito, o filme de Alfonso Cuarón tem o tempero de sexo, comédia e drama que a própria vida costuma ter.
Os Sonhadores

Cinema, política e sexo. “Os Sonhadores” (2004) é um dos filmes mais pessoais do diretor italiano Bernardo Bertolucci, que bateu no liquidificador suas maiores influências da juventude para criar uma história cheia de referências cinematográficas e, claro, muito erotismo. Na efervescente Paris de maio de 68, o jovem americano Matthew (Michael Pitt) descobre os prazeres da vida no apartamento dos magnéticos, estranhos e cinéfilos irmãos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green). Outro dos meus filmes preferidos.
Shortbus

Casa de ferreiro, espeto de pau? Bem, “Shortbus” (2006), o filme sensação do circuito alternativo lá pelos idos de 2007, é uma comédia dramática que tem as contradições do sexo como grande fio condutor. No clube de swing que dá nome ao filme, uma terapeuta sexual que nunca teve um orgasmo, um casal gay que não consegue transar, um voyeur que possui seu objeto de desejo e uma dominatrix em busca de carinho tentam se encontrar psíquica e sexualmente em meio a uma Nova York despedaçada pelos atentados terroristas de 11 de setembro. Aclamado pela crítica, o filme de John Cameron Mitchell traz muitas imagens de diversas práticas sexuais, como autofelação (!).
Então, com todas essas dicas.. divirta-se! E se você tiver a sorte de assistir acompanhado e se inspirar, não esqueça a camisinha!