O básico maduro
por Raphael Debei
Boa sexta a todos, mais uma TrendyMen está no ar trazendo o estilo de homens que nos inspiram na construção de looks masculinos contemporâneos. Nosso escolhido de hoje, é stylist, especialista em moda masculina e nada mais, nada menos do que diretor de moda masculina da T Magazine do The New York Times.

Bruce Pask, já não é mais um jovem stylist e todo o conhecimento e olhar de anos, sem dúvida refletem seu estilo e modo de vestir. Bruce é básico e clássico, trenchs, paletós navy, camisas brancas e jeans sem lavagem mas, nesse mundo sóbrio da moda masculina misturam-se elementos que dão vida aos looks como os lenços amarrados no pescoço, as gravatas por dentro da camisa, combinações de paletó e bermuda e jaqueta jeans com camisa e gravata.
O stylist é mais um dos nossos escolhidos que fazem looks interessantes do básico e mais uma fonte de inspiração. Para comprovar, dê uma olhada nos looks dele e inspire-se!
Um guia fácil para quem tem essa dúvida
por Gregory Martins
Lá no início do TrendCoffee uma das primeiras coisas que procurei foram referências de como se pronunciava corretamente o nome das grandes marcas de moda do mundo por sempre ter essa dúvida.
Não adianta! Somos brasileiros, nativos em um língua utilizada em poucos países e todos os dias forçados em direção à línguas mais globalizadas com status de primeiro mundo, como o inglês e o francês. Pessoalmente não acredito que seja necessário ter a pronúncia perfeita, seja nos nomes das grifes ou na vida cotidiana. Acredito que nos preocupemos demais em agradar o estrangeiro em nosso país e eles se preocupam de menos com a gente no deles. Mas, para os curiosos, uma olhada nos vídeos rápidos abaixo pode ajudar para tirar suas dúvidas:
No início do mês o Bomoda, um site de moda e estilo chinês, foi às ruas de Nova Iorque perguntar para as pessoas se elas sabiam pronunciar corretamente. O resultado? A gente percebe que não são só os latinos que não são obrigados a saber isso:
A sequência abaixo é para não restar dúvidas. São 5 vídeos do canal Life In Colors 55 que ensina desde as grandes grifes a nomes de perfumes e produtos da MAC.
parte 1
parte 2
parte 3 (Perfumes)
parte 4 (MAC)
Para quem tinha dúvidas… Agora já sabe de tudo.
Porque conforto nunca vai sair de moda
por Dhyogo Oliveira
Uma material que há uns quatro invernos muitos homens sequer cogitavam a hipótese de usar. O tricô, por muito tempo, deu lugar a inúmeros outros materiais, mais modernos e com uma ligação muito mais direta com o ‘hoje’, ficando em segundo plano e associado à roupa de vovô por bastante tempo. Mas ele de fato voltou e promete conquistar um lugar fixo no seu guarda-roupa (se já não o conquistou).

O tricô, na verdade, é uma técnica de entrelaçamento de fios, originalmente de lã, mas hoje encontrado em diversos outros materiais como algodão e poliéster, por exemplo. Esses novos recursos se adequam ao mercado atual (a lã é um material mais caro e o poliéster faz o preço cair absurdamente). O toque, no entanto, não necessariamente é pior: há hoje diversas técnicas de acabamento como o amaciamento, que deixa o toque mais soft no tecido e a sensação é – quase – a mesma.

O material é associado ao conforto, aconchego, casa, abraço… Ele complementa a linha de tecidos ‘handmade’ muito em alta hoje em dia. Alguns é possível até ver bem a trama a olho nu, como é o caso da nova coleção da Osklen, que apresentou um tricô com cara de feito manualmente, no último SPFW. E,sim, a promessa é que os tricôs ultrapassem os termômetros e ganhem seu espaço no verão também. Existem tricôs mais leves, até mais que uma camisa de algodão.

As peças que nele se adaptam vão longe, do sweater ao cardigã, coletes, casacos mais pesados e, para o verão, camisas de manga e modelagens mais soltas, usadas por cima de outra peça. Os tricôs trabalhados são a aposta da vez. No lugar de superfícies lisas, eles ganham desenhos e texturas construídas a partir do próprio entrelaçamento, e as cores também estarão presentes: vermelhos, verdes e azuis, por exemplo.
+ Tendência de Inverno: Tricô de ponto largo
+ Tendência de Inverno: Sweater longo
Já vi em muitas lojas de departamento tricôs estampados com motivos étnicos e que são boas opções, mas merecem uma atenção, uma vez que carregam uma tendência que provavelmente não vá durar muito tempo. Já o tricô, esse sim ganhou de vez o seu espaço. É só escolher o seu e bom inverno!
Um look confortável e bacana com dicas importantes para o outono
por Gregory Martins
Curitiba tem tido dias de céu azul e bastante sol, mas ainda assim um pouco gelados. O outono por aqui é um das melhores épocas para aproveitar grandes áreas abertas, como os parques e as praças que sempre estão cheios. Dessa vez escolhi repetir algumas das peças que já apareceram por aqui, mas agora em uma combinação diferente e com alguns detalhes a mais.

Escolhi um blazer que é meu velho companheiro e combinei com uma bermuda (que já foi uma calça de alfaiataria e só cortei as pernas sem muito cuidado). A padronagem risca de giz da bermuda não tem nada a ver com o blazer preto, mas não era a intenção combinar como um ‘conjuntinho’, até porque as texturas também diferem bastante. A ideia era montar um look prático para ir no parque e no museu sem muita frescura.




Está rolando por aqui a exposição do Escher no Museu Oscar Niemeyer onde as fotos foram tiradas. O artista holandês ficou conhecido por seus padrões geométricos e ilusões de óptica traduzidos em obras sensacionais e famosas em todo o mundo como Relativity de 1953. Quem estiver em Curitiba nos próximos dias não pode perder!



Pode parecer estranha a escolha de um look quase todo preto, mas eu explico. Nesse dia o vento era constante e bem gelado mesmo com o sol quente. Então, para não ficar com frio, escolhi peças que poderiam absorver o calor me mantendo aquecido e confortável. Outra dica legal é dobrar as mangas do blazer durante o dia. Com os braços mais expostos (aproveitando a vitamina D num dia de sol) o look fica mais casual. Se esfriar é só desfazer as dobras e a combinação continua bacana.


Foi pensando em conferir a exposição e aproveitar o dia de sol que escolhi uma desert boot cinza bem confortável e terminei o look com um crucifixo e um anel de caveira (ornando com ‘Olho com caveira’, uma das obras do Escher).

Blazer Riachuelo / Camiseta Hering / Bermuda (ex calça) e desert boot Renner / Óculos de sol Vulk / Corrente com crucifixo e anel de caveira Mocca
O bê-a-bá do guarda-roupa masculino
por Raphael Debei
Bem-vindos a mais uma TrendyMen, nossa coluna semanal que mostra o estilo de homens que são referência para a moda masculina. Nesta sexta, nosso escolhido é um stylist não muito conhecido, mas que tem boas soluções para looks reais do dia a dia: Marcus Allen.

Normalmente, nossos escolhidos sempre usam e abusam da alfaiataria durante o dia mas, como no Brasil, é de certa forma inviável fazer uso dela (seja pela falta de peças com modelagens e cores bacanas ou até mesmo o preço alto das que temos aqui de boa qualidade) nossas opções se tornam somente camiseta/camisa, jaqueta, bermuda/calça e acessórios,sendo bem sucinto nessa lista.

É por isso que Marcus Allen me chamou a atenção. O stylist francês radicado em Paris, faz bom uso de peças que temos no guarda-roupa explorando modelagens e sobreposições com velhos conhecidos e truques. A barra dobrada muda um Vans e o boné - muitas vezes negligenciado por nós - tem outra cara com a camisa jeans.
Com bê-a-bá real do guarda-roupa masculino, Marcus é uma inspiração simples e pode te ajudar em produções futuras, só ignore os chinelos de um dos looks, por favor, e no mais, inspire-se!
A adaptação da peça a tendência do momento o oversized
por Guilherme Trajano
Dentro dessa nova onda de peças oversized que tem invadido as semanas de moda do mundo todo, há uma peça que merece a devida atenção nesse inverno: o poncho. Estamos saindo da tendência étnica, peças de cortes simples e vibrantes com padronagens e estampas mais elaboradas influenciadas por tribos e civilizações primitivas. Mas com a persistência do minimalismo nas passarelas, percebemos que o poncho tem seu shape alterado para se adaptar melhor ao mercado consumidor. Logo, o poncho tem sido alterado se assemelhando ainda mais a um verdadeiro cobertor ou evoluindo para um casaco beirando o kaftan, afinal ele é uma peça praticamente intermediária.
Na era dos sweaters super largos, casacos como cardigans, blazeres e capas é percebida uma volta intensa de estilos como o Boho, Grunge e Folk que ajudam a criar essa atmosfera rústica e relaxada que roupas mais largas costumam trazer. Tudo isso associado a estampas étnicas simétricas, sem falar no conforto de poder vestir uma roupa que cobre o corpo todo e ainda aquece, sendo perfeito para as épocas mais frias.
Mas se você tem a cara e a coragem para realmente se jogar na tendência e quer algo mais próximo do verdadeiro poncho (aquele que cobre os braços, costuma ser estampado e é tradicional dos países sul-americanos) apele para lojas de artigos culturais.

Se me é permitido o sarcasmo, do jeito que os tamanhos das roupas de inverno têm aumentado, em breve estaremos todos vestidos com edredons e travesseiros. Preguiça ou falta de criatividade? Só mais uma tendência passageira.