O remédio para sua ressaca musical
por Matheus Martinelli
Era uma vez alguns estudantes paulistanos que queriam se divertir fazendo musica. O começo dessa história pode até ser clichê, mas seu desenrolar é cheio de surpresas. Tais amigos, em 2007, formaram a ‘Trupe Chá de Boldo’, lançaram um disco demo e, desde então, ainda com arranjos e melodias consideradas simples, vêm crescendo devido a sede de um novo som no cenário nacional.
‘Trupe: sf (fr troupe) 1 Grupo composto por artistas ou comediantes’ Sim, os 15 integrantes da trupe são mesmo artistas! Eles conseguem ver arte no que eu e você fazemos no nosso dia a dia, na rotina, e transformam isso em música.
No Escuro
A receita desse Chá é incomum: junte um pouco de rock, bossa nova, samba e uma pitada de tropicalismo com muito tempero brasileiro e voilá: esta pronto para ser degustado
Seus vocais doces e o gingado brasileiro contagiam qualquer um. Ainda vejo um quê de experimento, de crescimento, mas os meninos da trupe dão muito carinho ao ritmo brasileiro. A trupe ‘investe em alegrar as pessoas neste momento de marasmo musical’.
Como diz a canção ‘Até Chegar ao Mar’ eles transformam ‘rímel em rima, pouco em palco,acordo em acordes’.
Até Chegar ao Mar
E você pode baixar o ultimo álbum da Trupe Chá de Boldo, ‘Nave Manhã’.
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Conheça o brilhante videoclipe da nova música de Paul McCartney
por Matheus Martinelli
Paul McCartney chamou duas estrelas do cinema internacional, Natalie Portman e Johnny Depp, para estrelarem o clipe de ‘My Vilentine’, primeiro single do seu novo álbum ‘Kisses on the Botton’.
Filmado todo em preto e branco e com direção de fotografia de Wally Pfister, nele os dois aparecem sentados e simplesmente ‘cantam’ a música na linguagem de sinais. O resultado não poderia ser mais lindo e delicado.
Há ainda uma versão só com a Natalie Portman:
E outra só com o Johnny Depp:
O clipe, com participação de Eric Clapton na guitarra, foi lançado essa sexta feira e reuniu vários famosos na sua festa de lançamento, na loja da Stella McCartney, filha de Paul.
Uma graça, né?
O misticismo e o som de Natasha Khan
por Matheus Martinelli
Natasha Khan era uma garota britânica que ia à faculdade, cursava artes e música. Era comum como todas as outras. Era!
Em 2006 Natasha tornou-se Bat for Lashes, lançou seu primeiro álbum, Fur and Gold, e começou a trilhar seu caminho de tijolos amarelos pela musica indie.
É como se Florence Welch e Lily Allen tivessem uma filha e nascesse Bat for Lashes. Com sua voz suave e sua aura mística, ela combina sintetizadores um tanto quanto diferentes com uma visível influência folk. Bateria marcada e uma sonoridade dark completam as faixas que Bat for Lashes nos oferece durante os dois álbuns da sua carreira.
What’s a Girl To Do, single do primeiro CD:
Em 2009 lançou seu segundo álbum, ‘Two Suns’, um pouco mais pop e com alguma influencia 80’s, onde apresenta seu alter-ego Pearl, uma loira heartbreaker e agressiva que contrasta com o misticismo e espiritualidade característicos da cantora. Não por acaso o álbum recebe esse nome.
Daniel, single do Two Suns:
Bat For Lashes pede uma degustação sonora um pouco lenta. Conforme você vai ouvindo, vai digerindo a sonoridade folk, os vocais impecáveis e atmosfera obscura das melodias e, ao final dessa degustação, a experiência musical é a melhor possível.
Espero ver o que mais Bat for Lashes, ou Natasha, ou Pearl (ou quem sabe alguma outra personagem) ainda tem para nos mostrar.
A música eletrônica mais diferente que você já viu
por Matheus Martinelli
Querido e conhecido por toda Austrália, o premiado duo PNAU, formado pelos amigos Nick Littlemore e Peter Mayes, agora quer ganhar o mundo.
Apresentando um som progressivo e tecnológico com muita energia, batidas contagiantes e muita (muita mesmo) influência eletrônica, ao longo de 4 dançantes álbuns Littlemore e Mayer fazem um som particular.
PNAU é a escolha certa para aqueles que querem fazer sua própria dancefloor já que é impossível ouvir o som da dupla sem começar a balançar o pezinho no ritmo da música ou a batucar em qualquer lugar.
Mas engana-se quem pensa que eles são só ‘mais um rostinho bonito e mainstream da música eletrônica’. Basta ouvir um dos registros da carreira dos meninos para descobrir que o trabalho e a dedicação a um som diferenciado e de qualidade é evidente.
Dançante, envolvente e dinâmico, PNAU é como o próprio Littlemore disse:
‘Uma colocação de luz e positividade para o mundo’
E alguém discorda disso?
Álbum de estreia de Lana del Rey acaba de cair na net
por Matheus Martinelli
Em meio ao SOPA, sites de downloads sendo fechados e toda a discussão nos EUA, há poucos dias ‘vazou’ Born to Die, o tão aguardado álbum de Lana DelRey.
Nascida Lizzie Grant – com um cd lançado em 2008 que foi, no mínimo, não muito bem aceito pela crítica - ela se reinventou, se tornou Lana Del Rey e hoje é uma das apostas para 2012.
Born to Die nos apresenta 15 faixas carregadas de melancolia, instrumentais impecáveis, bateria marcante, uma certa aura dark e influência retrô sobre suas músicas. Com uma voz macia e aveludada, Lana Del Rey canta sobre seus medos e inseguranças, sobre a angústia e a tristeza do amor não correspondido. E faz isso de forma majestosa!
Não deixe de ouvir Video Game, Born to Die, Blue Jeans e Lolita - que ganhou uma roupagem diferente do que tinha sido mostrado anteriormente.
Não importa se é plastificada ou fabricada, Lana del Rey é hipnotizante e veio para ficar.
A diversão contagiante do trio que chega ao Brasil em 2012
por Matheus Martinelli
O ano é 2011, o estado é da Califórnia. É aqui que os primeiros passos de uma carreira promissora no mundo da musica indie começa a ser dado pelos três garotos da banda de indie pop Foster The People.
Dançante, divertido, contagiante. Assim é ‘Torches’, o álbum de estréia do trio californiano e um dos álbuns de música indie mais gracinha de 2011.

Absorvendo toda a sonoridade eletrônica dos anos 2000, ‘Torches’ aparece passeando alegremente por sonoridades pops e com uma psicodelia facilmente comparada com a do MGMT. Em meio a tudo isso, um dos elementos mais importantes do álbum, os vocais em coro, casam muito bem com todo esse technopop.
Ao mesmo tempo em que aura eletrônica que cobre as 10 músicas do disco se faz tão marcante, uma presença acústica e original não deixa que os meninos do Foster The People cometam os mesmos erros da musica pop tradicional.
Entre suas composições não muito complexas, rimas alegres e refrões fáceis e grudentos, ‘Pumped Up Kicks’ e ‘Miss You’ se destacam como minhas preferidas. É quase impossível não se apaixonar com alguma das duas depois de ouvi-las.
Miss You
Não será nem um pouco estranho você ouvir o disco uma única vez e logo se pegar cantarolando trechos por aí. Foster The People, aliás, chega ao Brasil em 2012 para se apresentar no Festival Lollapalooza.
Se o trio, com toda sua simplicidade, conseguiu fazer um álbum desse tamanho, não preciso nem dizer que aguardamos ansiosamente pelos próximos trabalhos.