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Melhores figurinos do cinema

Meninos vs Homens
A melhor tradução de Florence + The Machine
por Gregory Martins
Acaba de chegar ao Youtube o novo clipe dos ingleses do Florence + The Machine. A fórmula parece mágica e certeira: o grande vocal de Florence Welch + a direção impecável de David LaChapelle.
Spectrum, o quinto single do álbum Ceremonials, é uma faixa sombria e teve em sua versão videoclipe uma minuciosa tradução. Inspirado em Cleópatra, Florence Welch ganha um penteado vermelho e figurinos gloriosos. Seu corpo de baile alucinado recria o espaço com formas concretas, bailarinas no ar e movimentos frenéticos. Até mesmo Florence ganha sua leitura em forma de uma jovem bailarina de cabelos ondulados e vermelhos que acompanha boa parte da faixa aos berros.
Clipe
Spectrum é um pedaço de arte. E não seria por menos, afinal o toque de Midas de LaChapelle já atingiu inúmeras personalidades. É verdade que o clipe perde sua força com o passar dos segundos, como uma energia de grande potência tão efêmera que dura pouco menos que o suficiente.
Making Of
Acompanhando a banda inglesa desde seu início contagiante com o álbum ‘Lungs’, Florence e sua máquina tem atingido outro patamar em ‘Ceremonials’. Mais próximos do caráter conceitual e ainda fazendo seu link com a grande venda de cds, parece que agora eles encontraram sua forma própria de fazer as coisas. Spectrum não revela estes ‘poréns’, apenas nos lembra deles. Afinal, como esquecer o vibrato potente desta cantora fascinante?
Live
Calvin Harris reciclou sua batida e criou o remix de Spectrum recentemente. Não agradou a todos pensar na exótica faixa de Florence + The Machine misturada ao piano já conhecido de outros trabalhos de Harris (We Found Love e Only the Horses, por exemplo) além de sua batida repetitiva. Uma versão farofa ou seria só mágoa por ver o dj atirando por todos os lados?
Calvin Harris
‘Spectrum’ tem tudo para levar Florence + The Machine ao topo. Um single poderoso, um videoclipe repleto de detalhes e uma banda que sabe muito bem como agradar.
Após 7 anos fora do estúdio, o trio retorna com álbum novo
por Alysson Souza
‘Quando eu tinha dez anos eu queria explorar o mundo. (…)Eu não ia à igreja, nem precisava’, diz Sarah Cracknell, em ‘Over the border’, a voz à frente do trio inglês Saint Etienne, formado por ela, Pete Wiggs e BobStanley.
A razão de tal declaração não é explicita, mas nem precisa ser. Em vinte anos de carreira, Saint Etienne deixa claro que a sua religião é a música. Depois de sete anos, finalmente, a banda inglesa dá as caras com um novo projeto: ‘Words and Music by Saint Etienne’, que foi lançado no dia 21 de maio. Um título claro e objetivo, e uma capa que acompanha um mapa musical com nomes de músicas e memórias de cada integrante.

O compositor e tecladista Bob Stanley disse certa vez em entrevista à Revista Pitchfork que ‘é um álbum sobre música, sobre como a música interfere na sua vida, sobre como ela pode definir a maneira de você ver o mundo como uma criança’. Além disso, ‘Words and Music’ é um álbum nostálgico, no melhor sentido, onde nos identificamos com cada letra e mil lembranças musicais vêm à tona em nossa cabeça.
Com Tim Powell a cargo da produção, ‘Tonight’, o single carro-chefe, encontra-se com fragmentos de qualquer história de um fã por seu ídolo.O sonho de um dia poder ver seu astro favorito em um show ao vivo. ‘Retoque sua maquiagem. Cheque o relógio, pois a hora não passa’. Pura nostalgia! Nostalgia essa que também é encontrada em ‘DJ’, que fala sobre como a música te inspira e te faz dançar. Alguém aqui já passou por uma situação parecida? Posso apostar que sim!
‘I’ve Got Your Music’ tem o efeito que é justamente tratado na composição. Da mesma forma que essa canção se encaixa no álbum, ela encaixa na sua cabeça se repetindo, grudando e dando voltas e voltas onde quer que você vá. Uma música viciante! Tão viciante quanto ‘Popular’ e ‘Last Days of Disco’ onde você é tomado pela energia e se deixa imaginar em um local escuro apenas com um globo de discoteca pendurado no teto.
‘When I was seventeen’, com batida eletrônica à lá Pet ShopBoys, e sua companheira ‘I threw it all away’, com um tom folk music, quase um resgate ao seu trabalho de 1994, ‘Tiger bay’, entoam-se como alguém que acha que não viveu sua vida de maneira certa. Mas o recado é dado: carpe diem!
O álbum encerra-se com ‘Haunted Jukebox’. Aquele som ‘mal assombrado’, aquela música que nos traz memórias especificas das relações, sejam elas quais forem, boas ou ruins. Uma maneira bastante apropriada de terminar um álbum rico com memórias de música - e com música.
‘Words and Music by Saint Etienne’ é a prova de que a música pop ainda pode ser feita com boas mãos. É um álbum sobre música, como havia dito, que contribui à música, feito por uma banda que contribui à cena musicla há mais de vinte anos! Saint Etienne é a prova de que uma banda, para ter considerável importância na cultura pop, não precisa ser bem projetada no mercado americano, vender X ou entrar em charts Y ou Z.
Você pode até julgar os integrantes como bem velhos ou qualquer coisa parecida. Mas o seu entusiasmo pela música pop ainda permanece intacto. Por fim, a música é sem dúvida o que eles sabem fazer de melhor.
Eles dizem ‘estar apaixonados por sintetizadores’. Não importa se uptempo, midtempo, indie dance ou dance pop. O que é importa é que nesse álbum é encontrado modernidade, variedade, polidez e excitação em um caso de 13 canções. De ‘Over the Border’a ‘Haunted Jukebox’, Words and Music by Saint Etienne é um presente à cultura popular.
Um electro-pop pegajoso para animar o dia
por Gregory Martins
Queen of Hearts lançou no fim do ano passado seu EP de estreia e chega em 2012 com um novo single para grudar na sua cabeça e ali permanecer pela eternidade.
Depois do 1º sinlge, ‘Shoot The Bullet’ produzido pelo The Sound Of Arrows, a cantora abusa de um electro-pop cheio de energia em ‘Neon’, perfeito para animar qualquer dia. Com uma batida assumidamente pronta para a balada, o novo single apresenta um vocal pouco surpreendente, mas permanece semelhante a Kylie Minogue.
O clipe conta com uma figura digna de lembranças de ‘Elvira, a Rainha das Trevas’ em seu submundo de lençóis brilhantes e corpos embebidos em litros de tinta. A cantora opta por quase nenhum movimento ao contrário da coreografia que a música sugere. A banheira é transformada em um elemento de cena suspenso na dúvida e na expectativa, mas decepciona com o líquido branco emprestado do banho de Charlize Theron em ‘Branca de Neve e o Caçador’.
O ponto alto é a negação de um clipe extremamente pop e o aproveitamento de um glamour obscuro.
‘Neon’ é um trabalho de dar inveja e fazer muitos fãs de pop vibrarem de alegria. Não por menos! Estamos falando da realeza.
Os sintetizadores tropicais de St. Lucia
por Gregory Martins
A sonoridade de St Lucia exala tranquilidade e transporta sua memória para a praia mais próxima. Nascido na África do Sul, Jean-Philip Grobler, o one-man-band por traz do St Lucia, chegou ao Brooklyn para expor sonoridades mundiais. Ele brinca com sua bagagem cultural como uma criança brinca com sua caixa de lápis de cor transformando sintetizadores e vocais harmônicos em uma música deliciosa.
Em seu EP de estreia, ‘Before The Dive’ é uma das faixas de destaque. A faixa caminha contagiante por um refrão pegajoso, riff de pianos bem encaixado e um vocal contagiante.
O clipe de ‘Before The Dive’ trabalha com o mistério humano mais desejado: o encontro do amor. Dirigido por Elliott Sellers, um casal ‘sem cabeça’ divide a cena com uma fotografia deslumbrante que faz os olhos quererem mais.
Com um EP fantástico, o St Lucia toma a frente da lista de bandas que queremos ver mais em 2012. Se você ficou curioso com mais material dele, pega o link ali em cima para ouvir todas as faixas completas.
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